Bom, a história é a seguinte.
Os clubes paulistas São Paulo e Palmeiras se organizaram para realizar ações de marketing e associação de marcas com a F1.
O São Paulo, apostou suas fichas na imagem do piloto Felipe Massa, que, além de ser sãopaulino declarado, estava disputando o campeonato de 2008 e em sua casa, Interlagos.
O Palmeiras, por sua vez, associou tudo o que lhe era familiar, a origem italiana, seu patrocinador também italiano (Fiat) e a escuderia que estava disputando os títulos de construtores e pilotos da temporada 2008 de F1, a Ferrari, também italiana (e de propriedade da Fiat).
Resultados:
Fonte: www.maquinadoesporte.com.br
O Palmeiras armou, com dois meses de antecedência, uma grande festa para receber a Ferrari no Brasil, mas o jogo comemorativo, o patrocínio diferenciado e até a camisa para a torcida foram por água abaixo a poucas semanas do grande evento.
Em cima da hora, quem "venceu" o jogo foi o São Paulo, que apostou no apelo de Felipe Massa e usou o piloto brasileiro em ações após o GP Brasil de Fórmula 1. Disputada às 19h10, pouco mais de duas horas após o fim da corrida, a partida contra o Internacional, no Morumbi, teve seu início marcado pela homenagem. Todos os jogadores do São Paulo entraram em campo vestindo uma camisa com o nome de Massa e o número 1.
Nem mesmo a perda do título do brasileiro horas antes desanimou os dirigentes do clube. Como a derrota foi a poucos metros do fim da prova em Interlagos, o reconhecimento da torcida e da mídia pelo esforço de Felipe Massa compensaram a ausência do título mundial. Prova disso foi a recepção da torcida já no segundo tempo de jogo.
Quando os comandados de Muricy Ramalho já venciam o Inter por 3 a 0, as arquibancadas começaram a cantar o nome do piloto, que ainda foi novamente homenageado no placar eletrônico do Morumbi. São-paulino declarado, Felipe Massa é figura recorrente no clube, já treinou com o elenco atual e tem contato pessoal com alguns jogadores, como Rogério Ceni e o próprio técnico Muricy Ramalho.
Essa relação próxima, que afastou a estrela da Ferrari dos projetos rivais enquanto eles ainda existiam, transformou o atual líder do Campeonato Brasileiro no vencedor da "disputa" com o Palmeiras.
Ainda longe da perspectiva de um título e sem autorização nenhuma da Ferrari, o clube do Palestra Itália não fez ação nenhuma na última quarta, quando recebeu o Goiás, e no domingo passado, quando venceu o Santos na Vila Belmiro logo após o GP Brasil.
Patrocinadora oficial da escuderia italiana, a Puma não gostou de ver sua parceira estampando modelos prévios da Adidas na época da negociação, e vetou qualquer tipo de ação no Brasil.
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